Bomba de circulação
Cria a circulação de água dentro do aquário. Fundamental em água marinha para a saúde dos corais e em todos os aquários para distribuir oxigénio e nutrientes.
Explicação detalhada
A circulação de água é um dos aspetos mais subestimados em aquariofilia. Sem um fluxo adequado, formam-se zonas mortas onde os detritos se acumulam, o oxigénio escasseia e as bactérias anaeróbias produzem ácido sulfídrico.
Em água marinha, as bombas de circulação são essenciais. Os corais SPS exigem fluxo forte e turbulento que simule a ação das ondas no recife de coral. Os corais moles e LPS preferem fluxo moderado e indireto. O caudal total das bombas deve ser pelo menos 20-40 vezes o volume do aquário por hora.
As bombas controláveis (como Tunze, EcoTech Vortech, Jebao) permitem variar a intensidade e criar padrões de fluxo diferentes durante o dia. Algumas simulam as marés com fluxos alternados.
Em água doce tropical, a circulação serve para distribuir CO2 às plantas e manter temperatura uniforme. Os peixes de rio (como Corydoras) apreciam corrente moderada. Os peixes de águas lentas (como Betta) sofrem com demasiada corrente.
Nos lagos, as bombas de circulação servem sobretudo para evitar estratificação térmica no verão e oxigenar a água em profundidade. No inverno, reduzem-se para não perturbar os peixes em hibernação.
Em água salobra, a circulação deve ser suficiente para manter a salinidade uniforme em todo o aquário.
Como se mede
O caudal mede-se em litros por hora (l/h). Calcula-se a relação entre o caudal total das bombas e o volume do aquário. Em água marinha, procura-se 20-40x. Em água doce, 5-10x são suficientes.
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