Glossário de aquariofilia
Todos os termos de que precisas para gerir melhor o teu aquário. Cada definição inclui os valores ideais para aquários marinhos, de água doce, de água fria, salobros e lagos.
44 termos em "Parâmetros da água"
Alcalinidade
A alcalinidade é sinónimo de KH no contexto da aquariofilia. Indica a capacidade tampão da água contra as variações de pH.
Alcalinidade na água marinha (dKH)
A capacidade tampão da água marinha. Os corais consomem carbonatos para construir o esqueleto. Parâmetro crítico nos recifes.
Alumínio no aquário
Metal contaminante que não deve estar presente na água do aquário. Mesmo em vestígios, pode danificar corais e invertebrados.
Amónia (NH3/NH4+)
A amónia é o primeiro produto da decomposição orgânica no aquário. Na forma não ionizada (NH3), é tóxica mesmo em concentrações muito baixas.
Azoto para as plantas (nitrato como nutriente)
Na água doce plantada, os nitratos não são apenas resíduos, mas o principal nutriente azotado das plantas. Um nível demasiado baixo limita o crescimento.
Bário
Elemento vestigial presente na água marinha. É consumido pelos corais e esponjas. A sua função ainda é pouco compreendida, mas deve ser monitorizado com ICP.
Boro
Oligoelemento presente na água marinha. Importante para o metabolismo dos corais e das algas calcárias. Monitoriza-se por análise ICP.
Cálcio (Ca)
O cálcio é o elemento estrutural fundamental para o crescimento de corais e invertebrados. Nos reefs, é consumido continuamente e deve ser reposto de forma constante.
Chumbo no aquário
Metal pesado muito tóxico. Nunca deve estar presente. Mortal para invertebrados e peixes, mesmo em concentrações muito baixas.
Cloro e cloraminas
Desinfetantes presentes na água da torneira. Letais para peixes, invertebrados e bactérias do filtro. Devem ser sempre neutralizados antes da utilização.
CO2 (dióxido de carbono)
CO2 é o nutriente principal para as plantas aquáticas. Sem uma fonte adequada de CO2, as plantas crescem mal e as algas dominam.
Cobalto
Oligoelemento essencial em vestígios mínimos. Componente da vitamina B12. Importante para bactérias e algas, monitorizado com ICP.
Cobre (Cu)
O cobre é extremamente tóxico para invertebrados e corais, mesmo em concentrações muito baixas. Serve apenas como tratamento farmacológico de algumas doenças dos peixes.
Condutividade elétrica
Mede a capacidade da água para conduzir corrente elétrica. Indica indiretamente a quantidade total de sais e minerais dissolvidos.
Densidade específica (SG)
A densidade específica é uma forma alternativa de medir a salinidade. Indica a relação entre a densidade da água salgada e a da água pura.
Estanho (tin) no aquário
Metal pesado contaminante. Não deve estar presente na água do aquário. Tóxico para corais e invertebrados.
Estrôncio (Sr)
O estrôncio é um oligoelemento que contribui para a calcificação dos corais. É consumido lentamente e deve ser reposto nos aquários reef intensivos.
Ferro (Fe)
O ferro é um micronutriente essencial às plantas aquáticas. A carência causa folhas pálidas com nervuras verdes. Em água marinha, é menos crítico.
Flúor no aquário
Naturalmente presente na água marinha. No aquário, provém principalmente do sal sintético e da água da torneira. Tóxico em excesso.
Fosfatos (PO4)
Os fosfatos são nutrientes que, em excesso, alimentam o crescimento das algas. Num reef, devem manter-se muito baixos. Em água doce plantada, são necessários às plantas.
GH (dureza geral)
GH mede a concentração de cálcio e magnésio na água. Em água doce, é um parâmetro essencial para a compatibilidade das espécies.
Iodo (I)
O iodo é essencial à muda dos crustáceos e à saúde de alguns corais moles. É consumido rapidamente e deve ser reposto nos aquários com muitos invertebrados.
KH (dureza carbonatada)
KH mede a capacidade da água de resistir às alterações de pH. Na prática, indica o grau de estabilidade química do sistema.
Lítio no aquário
Elemento vestigial presente na água marinha natural. A sua função biológica no aquário é pouco conhecida. Monitoriza-se com ICP.
Magnésio (Mg)
O magnésio estabiliza o equilíbrio entre cálcio e KH, impedindo a precipitação espontânea. Sem magnésio adequado, o método Balling não funciona.
Manganês
Microelemento essencial para plantas aquáticas e alguns processos enzimáticos nos corais. Necessário em vestígios mínimos.
Molibdénio
Oligoelemento essencial para o metabolismo do azoto nas plantas e bactérias. Necessário em quantidades microscópicas.
Níquel no aquário
Metal pesado contaminante. Mesmo em pequenas quantidades, pode danificar os corais. A sua presença indica quase sempre um problema a resolver.
Nitratos (NO3)
Os nitratos são o produto final do ciclo do azoto. Menos tóxicos do que amónia e nitritos, mas prejudiciais se se acumularem ao longo do tempo.
Nitritos (NO2)
Os nitritos são o produto intermédio do ciclo do azoto. Tal como a amónia, devem estar a zero num aquário maduro.
ORP (potencial redox)
ORP mede o poder oxidante da água em milivolts. ORP alto indica água limpa e bem oxigenada. ORP baixo indica acumulação de substâncias orgânicas.
Oxigénio dissolvido
A quantidade de oxigénio presente na água. Essencial para a respiração dos peixes, dos corais e das bactérias do filtro.
PAR (Photosynthetically Active Radiation)
PAR mede a quantidade de luz utilizável para a fotossíntese. É o parâmetro mais importante para posicionar corais e plantas aquáticas.
pH
O pH indica o grau de acidez ou alcalinidade da água numa escala de 0 a 14. Nos aquários, o valor ideal depende do tipo de aquário e das espécies presentes.
Potássio (K)
O potássio é um oligoelemento frequentemente negligenciado em água marinha. Contribui para a coloração dos corais, em particular para vermelhos e violetas intensos.
Proporção cálcio-magnésio
Na água marinha, a proporção entre cálcio e magnésio deve ser equilibrada. O magnésio permite que o cálcio permaneça em solução sem precipitar.
Salinidade
A salinidade indica a concentração total de sais dissolvidos na água. Mede-se em PSU, ppt ou através da densidade específica (SG).
Silicatos (SiO2)
Os silicatos alimentam o crescimento das diatomáceas (algas castanhas). São comuns nos aquários novos e podem entrar através de água da rede não filtrada.
Sódio
O elemento mais abundante na água marinha depois do cloro. Contribui para a salinidade e o equilíbrio osmótico dos organismos aquáticos.
Sulfatos
Iões naturalmente presentes na água marinha e doce. Na água marinha, são o terceiro componente em concentração, depois do cloreto e do sódio.
TDS (sólidos dissolvidos totais)
TDS mede a quantidade total de substâncias dissolvidas na água. Serve sobretudo para verificar se o sistema de osmose inversa funciona corretamente.
Temperatura
A temperatura influencia todos os processos biológicos no aquário: metabolismo, oxigénio dissolvido, atividade bacteriana, crescimento de corais e plantas.
Vanádio no aquário
Oligoelemento presente em vestígios na água marinha. Função biológica limitada, mas monitorizado nas análises ICP como indicador de qualidade.
Zinco no aquário
Oligoelemento essencial em vestígios mínimos para enzimas e processos biológicos. Em excesso torna-se tóxico, sobretudo para invertebrados e corais.